Encontros

O Núcleo “Educomunicação e Formação de Professores” do Lab_arte – estágios e estudos independentes, da Faculdade de Educação da USP, é aberto a estudantes de Pedagogia, Licenciatura e comunidade, interessados em entender, na prática, o papel de mediador de grupo em produções coletivas de comunicação, na perspectiva da Educomunicação.

A partir de agosto de 2011, incorporamos também ao nosso grupo os participantes do GEP – Grupo de Estudo e Pesquisa “Educomunicação e Formação  de Professores” da Faculdade Sumaré.

Todos os encontros presenciais acontecem aos sábados, quinzenalmente, das 11:00 às 14:00h , na casa do Projeto Cala-boca já morreu, na Rua Henrique Schaumann, 125 – Pinheiros. Os outros sábados reservamos para as atividades com os nossos próprios grupos.

Datas dos encontros  presenciais do primeiro semestre 2012: fevereiro: 04, 18/ março: 3, 17 / abril: 07, 21 / maio: 05, 19 / junho: o2, 16

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Fotonovela: “O mistério da bruxa do espelho” (Grupo 5 Jovens e uma Câmera)

Boa noite galera!

Encerrou-se agora o último encontro do ano de 2011 do Grupo 5 Jovens e uma Câmera (Blog: http://5jovenseumacamera.wordpress.com/ ).

Conforme programado, hoje produzimos uma fotonovela, intitulada : “O mistério da bruxa do espelho”.

Infelizmente só puderam comparecer 3 integrantes, e uma ainda passou mal e teve que ir embora, mas mesmo assim seguimos de acordo com o que havíamos planejado.

O maior desafio, como sempre, foi o de escolher o tema da fotonovela, porém após a escolha da história, o resto “fluiu” de uma maneira tão gostosa que nem vimos o tempo passar.

Fiquei o tempo todo com elas desta vez, acompanhando todo o processo e, não sei se foi porque estavam apenas em duas, não houveram muitos conflitos quanto ao que ou como fazer.

Depois de terminada a fotonovela, assistimos juntas ao vídeo e elas me disseram que de todas as produções feitas antes, a que mais gostaram foi de fazer a fotonovela.

Depois de uma confraternização bem simples, o grupo decidiu também que daremos continuidade ao trabalho no próximo ano, e relataram que tem gostado bastante das experiências que tem vivido.

Bom, por enquanto é isso!

Vou postar aqui a fotonovela, espero que gostem!

Abraço, Gabriela.

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Grupo 5 Jovens e uma Câmera – Encontro de 03/12

Boa Tarde!

Acabo de encerrar mais um encontro com o grupo 5 jovens e uma câmera, um grupo de 5 pré-adolescentes, mediado por mim (Gabriela).
Hoje, infelizmente, dois integrantes do grupo não puderam comparecer, mas mesmo assim foi um dia muito produtivo.
Por conta de um imprevisto, não pude ficar com eles o tempo todo, desta forma, propus a eles que realizassem um pequeno vídeo, sobre o tema que definissem, e postassem no nosso Blog num determinado tempo. A cada meia hora mais ou menos ia até eles pra acompanhar o processo e, a cada passada, percebi que haviam modificado completamente o tema comparado com a ultima vez.
Quando faltavam aproximadamente 20 minutos para o término do prazo dado, eles me chamaram e disseram, com um tom em certa medida frustrado, não ter conseguido produzir nada. Eu disse que não haveria problema e que conversaríamos um pouco sobre o dia de hoje.
De início, percebi que estavam realmente tristes por não terem conseguido, e ressaltaram o tempo todo o quanto se esforçaram pra isso: “A gente tentou várias coisas, se esforçou bastante, mas não deu certo…” (Glaython, 13 anos). Porém, após um pouco de conversa, dava pra perceber em seus rostinhos que estavam realmente entendo que a nossa proposta é de pensar sobre o processo de produção dos vídeos, não o produto final, e perceberam também o quanto nosso dia foi produtivo.
Uma questão que foi colocada muitas vezes em pauta, foi a necessidade que eles sentiam em fazer algo que agradasse as pessoas. Julia, 13 anos, relatou: “Eu quero fazer algo bem feito, que as pessoas se interessem em assistir”. Em contraponto, Glaython afirmou: “Acho que a gente tem que fazer o que a gente gosta, não o que agrade os outros”. E Sheila, 13 anos, questionou: “Mesmo que a gente escolha um tema pelo grupo, não por quem vai assistir, sempre vai ter um que não concorda… Hoje por exemplo na hora da musica eu não queria muito, mas fiz…”. Aproveitando o rumo da discussão, pude conversar um pouco mais com eles sobre o que é trabalhar em grupo, quais são as dificuldades, quais são também as vantagens disso.
Quando os questionei sobre o porque eles achavam que não haviam produzido, as respostas foram: Falta de direcionamento (Sheila relatou ainda, que queria que eu sugerisse qual seria o tema), falta de foco e, principalmente, falta de criatividade.Neste momento perguntei a eles porque eles achavam que não tinham criatividade, se achavam que era algo do momento ou é sempre assim, eles ficaram muito pensativos e o silêncio prevaleceu.
Como não havia terminado o tempo do encontro, sugeri a eles que, se quisessem, poderiam postar no blog o que acharam do dia de hoje. Eles gostaram da idéia e fizeram um post bem legal sobre suas impressões. Pra quem quiser conferir, o link é esse aqui: Encontro de 03/12 .
Em suma, estes foram os principais acontecimentos do encontro de hoje :)
Continuem acompanhando nossos encontros por esse blog e também pelo blog do grupo: 5 jovens e uma Câmera – Mostrando o mundo do nosso jeito .

Abraço, Gabriela.

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Programa de Rádio no Cala Boca Já Morreu – 13/11/2011

No dia 13 de novembro de 2011 foi colocado no ar o primeiro 1º programa de rádio realizado por futuros professores que fazem parte dos Grupos de Estudo em Educomunicação da FEUSP e da Faculdade Sumaré (Shin Hatagima, Kadyne Fernanda Macedo, Cris Mota, Camila Doretto, Gabriela Luisa Oliveira e Francisca Mesquita).
A proposta, a partir de então, é que em todos os nossos encontros sejam sejam realizados programas ao vivo, para a partir dessas vivências, dadas por meio do rádio, venhamos a nos aprimorar tanto na nossa formação individual, bem como na prática de mediador de grupo.
Tendo em vista os recentes acontecimentos na Universidade de São Paulo (USP), o tema definido pelo grupo para este programa foi a GREVE na USP, ressaltando suas reais motivações e o que está ocorrendo de fato no campus.

O que os alunos da FEUSP que fazem parte do Núcleo de Educomunicação têm a dizer sobre esse assunto? Clique aqui para conferir!

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Dia 24 de setembro tem novo encontro

A partir das 11 horas, na casa do Projeto Cala-boca já morreu, neste próximo sábado, nosso grupo vai se reunir novamente.

Vamos saber como andam os processos de produção coletiva de comunicação em cada um dos grupos assumidos pelos participantes, todos estudantes de pedagogia da FEUSP e da Faculdade Sumaré.

Se você ficou interessado em fazer parte dessa formação, mande uma mensagem paragracia@usp.br

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VIII Semana da Educação da FEUSP – Universidade e Escola Pública

Aproveitando a comemoração dos 90 anos do Paulo Freire, o Centro Acadêmico Prof Paulo Freire em conjunto com a FEUSP oferece para estudantes e profissionais da educação a VIII Semana de Educação e o I Seminário Universidade e escola pública .
Serão proporcionadas mesas e outros espaços de discussão sobre políticas públicas com enfoque no Plano Nacional de Educação (PNE).
Aproveite a semana para somar forças na campanha nacional por 10% do PIB para EDUCAÇÃO PÚBLICA!

Semana de Educação: 12 e 13 de Setembro

12/09

9h – 12h30 – Política é coisa de criança?

Nos últimos anos tivemos algumas mudanças nas políticas públicas para educação infantil, tanto na questão do financiamento através do FUNDEB, que veio substituir o FUNDEF, quanto na questão da alteração da idade de ingresso no ensino fundamental. Levando em conta o novo Plano Nacional de Educação (PNE), quais são as perpectivas para a educação infantil na próxima década?

Palestrantes:
Profa. Dra. Márcia Gobbi (FEUSP)
Profa. Dra. Ana Maria Mello (FEUSP)

14h -17h30 -Reforma Agrária: o que minha merenda tem a ver com isso?

Esta mesa tem por objetivo discutir a Educação Ambiental pra além de uma concepção “senso comum” abordada na escola de temas como: preservação da natureza, reduzir, reutilizar e reciclar, não jogar lixo no chão, etc geralmente descolada da realidade. Nossa intenção é debater a Reforma Agrária enquanto uma necessidade para repensar o modelo de desenvolvimento agrário hegemônico do Brasil. A merenda escolar portanto é um tema propício pra compreender que “se o campo não planta, a cidade não come” – como os trabalhadores do MST conclamam.

Palestrantes:
Gilmar Geraldo Mauro (MST)
Deputado Federal Ivan Valente (PSOL)

19h – 21h30 – PNE: há mudança sem mexer no bolso?

O debate em torno do aumento do financiamento para educação vem sendo feito por muitos teóricos e pela sociedade civil organizada, mas o que tem sido deixado claro pelos nossos governantes é que essa não é uma prioridade. Através de suas parcerias com a iniciativa privada e sua inflexibilidade no aumento do PIB para educação, é possível avançar na educação sem o aumento de verba pública?

Palestrantes:
Prof. Dr. José Marcelino de Rezende Pinto – FFLC-USP Ribeirão Preto
Prof. Dr. João Cabral de Monlevade – (Senado Federal)

13/09

9h – 12h30 – O papel da escola na superação do racismo

Palestrantes:
Profa. Marisa Feffermann – Organizadora e Pesquisadora do IS
Prof. Douglas Belchior (Uneafro)

14h – 17h30 – É de menino ou de menina? A construção social do gênero e a desigualdade entre os sexos

Palestrantes:
Prof. Ms. Lula Ramires – doutorando FEUSP
Fernanda Azevedo e Mônica Rodrigues – atrizes do Kiwi Cia. de Teatro

A contribuição da escola para manutenção do racismo, desigualdade entre sexos e a normalização das crianças por meio da medicalização, mostra um caminho contraditório que a educação vem percorrendo. Na falsa tentativa de inclusão insere novos debates no ambito escolar mas sem deixar suas práticas retrógradas de lado. No que resulta a reprodução das opressões vividas pelas classes menos favorecidas da sociedade, mas afinal a escola pode transformar essa realidade? Qual é o papel da escola nas opressões: Reversão ou manutenção?

19h – 21h30 – Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos: A medicalização da educação

Palestrantes:
Profª Dra. Maria Aparecida Affonso Moysés
Profª Dra. Carla Biancha Angelucci (Mackenzie/CRP -SP)
Prof. Ms. Ricardo Schers de Góes (PUC-SP/USP)

O restante da programação está disponível no site da Faculdade de Educação da USP: http://example.com/|http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/agenda_eventos/docente/PDF_SWF/489seminario.pdf

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Nossa primeira Fotonovela COLETIVA

  Gostaria apenas registrar o momento tão gostoso e descontraído da nossa primeira fotonovela coletiva:

   Descobrimos pela primeira vez (e o que é melhor, colocando “a mão na massa”), que nosso tempo de uma hora e meia pode ser muito produtivo, afinal conseguimos unir todas as ideias, desde o momento da refeição até a elaboração do mini roteiro, preparação e das pernonagens e criação da fotonovela…

   Gostei muito da experiência e, espero que consigamos repetir momentos como estes… Aproveito também para agradecer a colaboração de todos e, em especial da Marcela e Diogo que, no primeiro encontro já demonstraram bastante interesse, compartilhando ideias ,  estas tão importantes para a concretização de nossa fotonovela.

   Bom, até amanhã pessoal…

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Criação e convivência (encontro do dia 25/5/2011)

Hoje no nosso núcleo tivemos um encontro para lavar a roupa suja. Sem nenhuma programação ou intenção pré-definida, ainda que alguns de nós estivéssemos com certo incomodo, foi uma conversa franca a aberta para discutir alguns dos pontos de dificuldade encontrados no nosso núcleo.

Talvez a coisa mais importante que tenhamos concluído hoje foi, na realidade, que o nosso núcleo não é uma aula. Isso mesmo! Nada de exposições e um (ou alguns) professor(es) expondo temas etc. Retomamos, com o puxão de orelha da Grácia, o significado do Lab_arte em si:

Laboratório – um lugar de experimentação e transformação

1 Lugar de trabalho e investigação científica. 3 Lugar de grandes operações ou de transformações notáveis.

Arte – no sentido da criação, da poesis

4 Execução prática de uma idéia. 5 Saber ou perícia em empregar os meios para conseguir um resultado.6 Filos Complexo de regras e processos para a produção de um efeito estético determinado. 7 Habilidade. 9Maneira, modo, jeito. 11 Manufatura. 15 Travessura de criança; traquinada.

(do dicionário virtual michaelis)

Assim, retomamos também a premissa básica destes encontros, que em pouquíssimas palavras é a criação e produção de comunicação para a experimentação dos meios em relação à educação e para a compreensão e vivência do convívio e trabalho coletivo. Com todas as lacunas possíveis e imagináveis, essa breve frase sintetiza (ou ao menos tenta) o que é o nosso objetivo, digamos assim, com este núcleo. Aqui o que mais nos interessa é o processo em si e não o produto final.

A produção em educomunicação visa estas questões na prática, considerando deslizes, erros e tropeços (comuns a todos neste processo) para a construção de novas possibilidades de convívio, acertos e criação, tudo isso voltado à formação de professores, mas também, à formação das pessoas como um todo.

Em paralelo, está em discussão e teste algumas regras do grupo, que pretendem auxiliar na coesão do mesmo (como, por exemplo, um tempo limite de atraso, já que toda vez que alguém chega atrasado, temos que retomar o que já foi dito e tudo mais). Além disso, foi decidido que sempre faremos uma boquinha (nham – obrigado à Kadyne pela dica/indicação/proposta!) no começo do encontro, para não termos de nos atrasar indo ao bandejão (ficou combinado que todo mundo trará alguma coisinha pra comer e beber). Depois disso, partiremos pra produção (que ainda será a fotonovela).

Também foi discutido e será posto em teste, semana que vem, que nosso núcleo não fique preso sempre numa sala de aula, ou seja, tentaremos fazer nossas reuniões também em outros espaços que não apenas as salas.

(anotem aí: no próximo encontro vamos nos encontrar no saguão do Bloco B e depois iremos fazer um “piquenique-produtivo” em algum lugar).

Enfim, o encontro de hoje foi muito importante, principalmente para mim (que com razão tomei uns puxões de orelha e fui pro cantinho, pra pensar no que eu fiz… rs). Mas brincadeiras à parte, por isso mesmo, escrevo com muito prazer este post-síntese da nossa reunião de hoje. =)

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Tentativas de Produção

Boa Noite!

Como nem todos estão na nossa lista de email, resolvi não apenas mandar por email mas também postar aqui no blog mesmo…

O caso foi o seguinte: Hoje eu e a kadyne tínhamos combinado de tirar as fotos de nossa fotonovela, mas ai comecei a pensar sobre o que têm acontecido até agora e resolvi que EU não queria fazer.

Por que? Simples… Porque percebi que estávamos querendo fazer isso só porque os outros haviam feito e nós não, para Professora não pensar que nós estamos “encostadas” e não nos interessamos pelo núcleo, pra mostrar resultados. E isso me incomodou, muito!

Eu quero sim fazer fotonovela, quero muito vivenciar isso e por diversas vezes me pego imaginando como será um dia desenvolver isso com meus alunos, mas quero fazer isso junto com o núcleo, com o grupo. Não quero ter de fazer isso com uma cara “burocrática”, de quem tem que provar algo, mas sim como quando fazíamos rádio, que gerava em nós um efeito único, de contestação, de inconformação, que nos despertava para algumas coisas outrora ocultas e fazia de fato a diferença em nossos pensamentos, nossas ações e em nossa prática pedagógica.

Eu realmente sinto muito por isto ter acontecido, e peço desculpas aqui para o núcleo e, especialmente, para a Kadyne, por me opor à realização disto.

Mas acredito que mais importante do que apresentar uma fotonovela bonita e bem narrada, é refletir no porque fazer isto e, bem como ocorrido em alguns momentos do ano passado, aprender também a lidar com nossas “limitações e fracassos”.

Bom, acho que isso!

Espero que compreendam!

Abraço, Gabriela.

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  Gente…….

   Poderíamos sempre combinar de fazermos “uma boquinha” em nossos encontros. Cada um leva algo e compartilhamos de uma café, sei lá.

   Acho uma sugestão gostosa (em todos os sentidos,rs) e, afinal seria uma forma de nos aproximarmos e pensarmos de barriga cheia…rs. Isto sem contar com a diminuição dos atrasos por conta do bandeijão…

 E sem me esquecer,  que a nossa necessidade de convívio com o outro também se traduz refeições, ou seja, criamos e adotamos a ideia de “comer junto”: a “vocação convival dos homens se traduz imediatamente na atribuição de um sentido para os gestos que fazem ao comer” (MONTANARI, 2008, p. 157). Aliás, a própria palavra “convívio” identifica o viver junto com o comer junto (cum-vivere).

   Acho que me empolguei.rs São os sintomas da Iniciação…

PS: Se for de interesse, posso postar alguns fichamentos meus a este respeito…

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Educomunicação e processos de criação (depoimento de Gustavo Shin Hatagima)

Apesar de eu ser formado em design gráfico, o que de imediato remete a um pressuposto que sou, ou ao menos deveria ser, uma pessoa criativa, eu não me considero. Essa suposição renderia muita discussão e diversos posts, mas que não é o caso nesse momento. Agora, quero apenas expor uma parcela das coisas que me ocorreram por participar do Núcleo de Educomunicação do Lab_Arte – FEUSP.

Me refiro ao contato íntimo com os processos de criação que a educomunicação permite, contato esse que é possibilitado pelas condições de produção possibilitadas: ou seja, uma produção livre, onde o indivíduo (ou os indivíduos, no caso do nosso grupo, onde a produção é coletiva) faz aquilo que ele quer comunicar – sendo essa comunicação um resultado direto do que ele realmente deseja falar, dizer, escrever etc.

Pode parecer banal, resumindo em poucas palavras, mas quando alguém diz: “falem sobre o que quiser”, pelo menos para mim, o mundo entra em parafuso. Isso porque estamos muito acostumados a criar dentro de padrões estabelecidos, digo, criar dentro de condições previamente dadas (“vamos fazer uma redação com o tema x”, “que tal fazer um programa de rádio sobre y” e por aí vai). Sendo assim, o que a participação no Núcleo me propiciou de mais forte foi essa reflexão e prática livres.

Neste processo, entram em choque muitos valores e dilemas que já estavam postos e, de certo modo, consolidados. Pra mim, esse foi o maior ganho (tanto que é uma diferença tátil o meu estado antes e depois de participar desse grupo). Com este breve e singelo depoimento, quero apenas levantar essa questão e convidar outros a vivenciar essa prática.

Assim, sinto que tudo isso (e mais outras coisas que não esbocei aqui) são essenciais para a formação do professor e, por conseguinte, para sua utilização em sala de aula (ou fora dela), propondo uma constituição mais generosa e ampla do indivíduo.

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por Gustavo “Shin” Hatagima

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